17 de Junho de 2009

Os Empata Foda


Sábado às 23 horas, a noite prometia, tocaria nesta data uma banda de Rock´n Roll das antigas, um dos meus estilos favoritos, além de ser perfeito para interagir com as garotas, coisa que só um estilo dançante e animado como o Rock dos anos 50 consegue ser.
Passei pegar o Holandês no shopping e depois Terere que estava num boteco e fomos para a balada de sempre, desta vez Don Juanito nos acompanhou. Chegando lá, cadê todo mundo? O bar estava vazio, apenas meia dúzia de gatos pingados lá estavam. Mas aonde estavam as mulheres com as quais ansiosamente esperávamos dançar? Naquela noite tocaria a Ivete Sangalo na cidade vizinha, e no dia anterior no mesmo bar havia recebido o Elvis Cover, com estilo semelhante ao da banda do dia, tais fatores acabaram com todo o público feminino que geralmente freqüenta o bar. O bar ao lado também estava vazio, fomos então ao bar mais próximo que geralmente é bem freqüentado: Vazio também. Rodamos a cidade inteira a procura de aglomeração, o único lugar que achamos era um pub recentemente aberto que tinha tanta gente que a fila de espera era de 2 horas, fora de cogitação. A essa altura do campeonato, desanimados, cada um queria fazer uma coisa: jogar banco imobiliário, jogar sinuca, encher a cara no boteco mais barato, etc...
Acabamos no bar de sempre, teríamos de nos contenta em ouvir as músicas sentados. Pois bem, lembram de Rosália? Ela estava lá, linda como sempre, acompanhada de Ludmila como sempre. Por incrível que pareça, as duas brigaram por minha causa e depois disso, Rosália nunca mais me deu nenhuma brecha para qualquer aproximação mais íntima. Mas bem, Rosália não é apenas um par de coxas e outro de peitos, ela é uma garota muito dócil e simpática, de fácil trato. Dancei um pouco com ela e depois ficamos na mesa onde os outros muleques estavam.
Ao cruzar a pista para ir ao banheiro, encontro com Tunia, a louca que descrevi rapidamente na história do amarelamento. Pelo seu semblante, estava claro que ela queria me matar, mas não era de se esperar menos depois da impiedosa e inexplicável bota que dei na garota. Mesmo assim fui lá falar com ela:
- Tunia ! Há quanto tempo? Com o sorriso mais sarcástico no rosto.
Ela fez uma cara de desprezo e estendeu a mão para que eu a cumprimentasse com um aperto.
Continuando com a cafajestagem:
- Nossa, você está brava comigo?
- Imagina, depois de você sumir sem me dar sequer uma explicação o que você esperava?
- Então, aconteceram umas coisas aí....
- O que aconteceu? Por onde você andou?
Desferi as primeiras mentiras que passaram por minha cabeça, mas ela não engoliu:
- Você acha que me engana? Vai passear !
Mudei rapidamente de assunto, transferindo-o de mim para ela e então Tunia começou a falar e falar o que aconteceu em sua vida enquanto eu estava ausente. Eu ouvia tudo, fingindo estar interessadíssimo.
Era óbvio que Tunia estava indignada comigo, mas também não havia me esquecido, seu nome freqüentemente aparecia entre os visitantes recentes de meu Orkut. Ao me ver falando com Tunia, Terere e Holandês já começaram com as gracinhas. Fiquei meia hora ao lado de Tunia, lançando olhares sacanas e ela já não estava mais ressentida, enquanto ela se aproximava para dançar junto a mim, seu bafo ofendia minhas narinas a palmos de distância, geralmente ela se perfumava quando saiamos, mas aparentemente neste dia acabou a pasta de dente.
Não sei o que se passava em minha cabeça, aliás, sei sim : Eu ansiava por sexo desesperadamente e com Tunia seria diversão garantida. Pensando com a cabeça de baixo ofereci carona, ela aceitou, e ao acabar o show fomos para o carro. Abri a porta de trás para que ela entrasse e já fui para cima dela, tive que ouvir algumas até que se esgotassem todas as suas reclamações a meu respeito. Foi então que paguei todos os meus pecados pelo hálito de fumante. O bafo de Tunia era tietônico, não teve Halls que disfarçasse. Eu a beijava com a língua escondida dentro da boca para não sentir o gosto do esgoto.
Saquei logo a arma, pois Graças ao Senhor, Deus não dotou nossos órgãos sexuais de sentidos olfativos ou degustativos. Tunia me agradava e logo em seguida parava para fazer um charme, assim eu tinha que falar alguma coisa que a incentivasse a continuar. Foi assim até que eu decidi tirar sua calça para ir aos finalmentes. Péssima idéia! Enquanto sua boca estava em estado de emergência, tirar sua calcinha decretou calamidade pública e eu não poderia abrir os vidros do carros, pois eram eles embaçados que estavam a nos privar dos olhares externos.
Tubia subiu em meu colo e fez o que faz de melhor. Enquanto eu estava lá no bem bom, estoura uma bombinha ao lado do carro, como em Junho fogos são comuns não me importei e indiquei a ela que continuasse. Na hora que estava quase saciando meu desejo repreendido, ouve-se gargalhadas ao lado do carro. Imediatamente Tunia acaba com a diversão e começa a se vestir, eu abotouo a calça e saio lá fora para investigar.
Lá estavam Terere, Holandês e Don Juanito mais o flanelinha se matando de rir. Xinguei a mãe, a avó e o cachorro, mas não agüentei e também comecei a rir da situação, de como eles contavam como o carro estava a balançar. Tunia saiu furiosa de dentro do carro e xingou todo mundo de novo. Levei todos embora e voltei para casa, tendo que acabar o serviço sozinho.
A culpa é dela!

10 de Junho de 2009

Geralda, A Indecisa


Era um sábado, na boca da noite, lá estava eu e meu amigo Holandês a caçar no minúsculo shopping da cidade. O shopping, se é que se pode chamar aquilo de shopping, é invadido pelos adolescentes nos finais de semana, já que a cidade não possui outro lugar para receber essa horda de menores de idade mal vestidos que saem dos bairros mais longínquos para se divertir e aterrorizar as pessoas que provavelmente gastariam mais de 5 reais numa visita ao shopping.
Bom, o shopping estava lotado, mas a pedofilia era iminente. Das garotas que lá estavam, creio que nenhuma tinha mais de 18 anos. Eu por já estar cansado de aturar menininhas que ainda cheiravam a leite, indiquei logo ao Holandês para fossemos embora após alguns minutos pelos 2 corredores que o shopping possui.
Saindo do shopping, sentadas numa mureta de jardim estavam duas meninas, Holandês passou as secando e notou olhares reversos. Não deu pra contar nem até três e ele já estava falando com elas:
- Olá moças. O que vocês estão fazendo aí?
- Nada.
- Nada? Vamos fazer nada lá em casa então?
E milagrosamente elas aceitaram. Fomos então rumo à casa do Holandês, que não era tão perto assim. Nos 20 minutos de caminhada, as meninas foram se apresentando e se familiarizando, Holandês não cessava as perguntas e eu... bom, eu apenas cascava o bico da situação. Pois bem, as meninas disseram ter 16 anos, pelo menos já não era estupro presumido. Uma era uma bela morena, magra, de olhos verdes e traços bem feitos que se chamava Geralda. A outra era uma mulatinha que... bem, deixa quieto.
Não precisava nem perguntar, nossa regra é clara, quem chega primeiro escolhe, era óbvio que o Holandês escolheria a morena, e a mulatinha estava fora de questão. No caminho ligamos para nosso amigo Terere para que ele fosse para a casa do Holandês pois nós pretendíamos sair naquela noite.
Ao chegar na república, as meninas logo se acomodaram no sofá e o papo continuou. Daqui alguns minutos, chega Terere junto de outro nosso amigo Rocco. Rocco é um cara gente boa, porém racista ao extremo, ao ver a mulata lá dentro ele já começou a gargalhar da nossa cara e foi comprar cigarro.
Holandês já estava ciente que aquilo não acabaria bem e hesitava em dar o ultimato, foi então que o intimei:
- Ou vai você, ou vou eu!
Holandês então se encheu de coragem e levou Geralda para conhecer seu quarto, assim que a porta se fechou, a mulatinha pediu para abrir o portão para que ela fosse embora, levando os sapatos de Geralda que a pertenciam.
Eu e Terere corremos então para a janela do quarto do Holandês para acompanhar o que se passava lá dentro. Após alguns minutos de silêncio, escuta-se Holandês falar:
- Deixa eu por o dedinho, vai?
- Não!
- Só um pouquinho?
- Nem pensar, não vai ser a sua buc*** que vai ficar doendo depois!!
Seguramos forte para não rir, mas logo em seguida continua o Holandês:
- Então, você tem ver que você é uma menina decente...
Aí foi a gota d´água, com a mão na boca, corri do corredor do quintal para dentro da casa com uma gargalhada ensurdecedora, não pude me contar diante tamanha comédia. Holandês saiu do quarto e fechou também a porta da sala depois do barulho. Foi então que minha carona chegou e tive que ir. Mas contarei o restante da história assim como me contaram.
Após varias tentativas do Holandês em penetrar Geralda, ela revelou que na verdade estava atraída por Terere. Acontece que em vários anos de amizade com Terere, foram poucas as garotas com as quais ele se envolveu, acostumado com a vida fácil de festas universitárias open-bar na cidade onde morava durante a semana , aonde a quantidade de belas garotas alcoolizadas é muito superior ao de uma balada qualquer, Terere raramente atacava alguma, pois seu padrão de qualidade era dificilmente atingido :
- Você quer ficar com o Terere? Beleza, eu te arranjo para ele!
- Mas você não vai ficar bravo?
- Imagina! Será um prazer.
E foi então que o Holandês saiu do quarto e passou a mensagem para Terere. Rocco voltou e os três foram até um bar próximo à republica de Holandês. Detalhe: foram a pé, com Geralda descalça. No bar, Terere que não abre a mão nem para dar tchau, se mostrou um cavalheiro, pagou bebida e comida para Geralda, que não tinha mais nem os sapatos, imagine então dinheiro.
Na volta até a casa de Holandês, Terere levou Geralda para o quartinho do fundo, que ficava ao lado da lavanderia. E lá estava Geralda novamente nua, na segunda cama em menos de poucas horas. Ao descer aos países baixos, Terere se deparou com um terrível e insuportável fedor vindo das partes de Geralda, sem nenhum constrangimento ele disse:
- Viu, faz um favor pra gente ?
- O que? Respondeu Geralda.
- Vai ali no tanque e dá uma lavadinha nela.
Geralda embaraçada com seu mau cheiro, foi até o tanquinho e encharcou a periquita. Depois disso, Terere com extrema inabilidade, concretizou o ato com Geralda, que já cambaleava de sono, e ainda reclamou que ela não “colaborava”.
Ao amanhecer, os dois foram até o ponto de ônibus para que Geralda tomasse seu caminho para casa, mas antes disso ela o pediu para almoçar em sua casa, conhecer seus pais e até em namoro. Claro que Terere fugiu da garota e a despachou no primeiro ônibus que surgiu.
A culpa é dela!

4 de Junho de 2009

O Mestre da Culpa

Bom, eu fui praticamente obrigado a postar aqui em homenagem ao maior dramaturgo brasileiro, Nelson Rodrigues.

Quem são Don Juan e Casanova perto de Nelson Rodrigues?

Após procurar em todas as lojas on-line a série " A vida como ela é", em todas a série estava esgotada, só fui achar alguns capítulos no Youtube, mas é com muito prazer que eu os compartilho com vocês. Aproveitem enquanto estão no ar, me parece que andam caçando a série na internet.







18 de Maio de 2009

O dia que o Don Juan amarelou


Domingo à noite, após desistir de entrar no bar mais badalado da cidade, o qual promoveria sessões de tortura intermináveis de pagode e sertanejo, resolvi ir ao bar de sempre, mesmo por que eu estava sozinho e lá de certo companhia não me faltaria.
Pois bem, nos últimos tempos foram raras as vezes que lá fui aos domingos, dia reservado ao forró, e como já foi dito aqui em histórias anteriores, o domingo é o dia mais trash da semana.
Cabe aqui explicar os últimos acontecimentos: No fim de março fui agarrado por uma louca, com a qual comecei um relacionamento devido à sua insistência em me procurar, e como há muito tempo minhas necessidades de homem não eram supridas de maneira satisfatória , resolvi aceitar as investidas da garota. Paramos de sair quando ela viajou para sua cidade natal e eu aproveitei a deixa para me livrar de um eminente namoro. Ao mesmo tempo, comecei a trabalhar e meu carro voltou da oficina, o carro me possibilitaria ter acesso a mais garotas, já que poderia sair com qualquer uma na hora que fosse mais propício, mas não foi isso que aconteceu, a necessidade de acordar cedo todos os dias regulou meu relógio biológico de tal maneira que quando chegava à noite, horário que geralmente eu estaria a cem por hora, eu não chegava nem a quarenta. Meu pique e minha “carência amorosa” teriam sido terrivelmente abalados, quando chegava no bar, eu já estava cansado e minhas habilidades venusianas estavam bloqueadas. Tudo o que eu queria era me encostar num canto, apreciar uma boa cerveja e desfrutar do som que estava a tocar. Enquanto minha consciência me dizia para ir atrás de alguma garota, meu corpo não tinha forças para desperdiçar com qualquer bonitinha que aparecesse, assim, me guardava para uma garota acima da média, mas o simples fato de parar de praticar reduziu meu desempenho para níveis amadores e não o que se esperaria de um Don Juan.
Voltando à noite de ontem, chegando no bar, o público não era dos melhores, mas acabei entrando para não perder a viagem. Rodei o lugar para cumprimentar os conhecidos e me encostei na bancada central para apoiar minha garrafa de cerveja que estava a congelar minha mão. Do outro lado da bancada, encostava no balcão do bar, estava uma morena que eu nunca vi, dotada de um corpo sensacional. Após uns dois ou três olhares cruzados, ela veio para bancada bem ao meu lado. Comecei a fitá-la para descobrir suas intenções, e um sorriso sem vergonha em seu semblante sanou minhas dúvidas.
Em tom de curiosidade lhe disse um singelo Oi, ela respondeu com grande empolgação e imediatamente me puxou para dançar. Eu sou um péssimo dançarino e ela não dançava tão bem a ponto de corrigir a minha falta de molejo, desisti da dança então, apesar das várias tentativas dela me ensinar. Começou então a sessão de interrogatório :
- Como você chama?
- Eu? Don Juan. E você ?
- Cristina . Você não sabe dançar forró, do que você gosta?
- O que você acha? ( Deduzindo que minha jaqueta de couro responderia)
- Rock??
- Sim.
- Mas só rock??
- Rock, blues, jazz...
- Nunca ouvi Blues, como é?
- Já ouviu Eric Clapton? (Citando o artista mais conhecido do mainstream popular)
- Ahhh, que legal. Mas sua face disse “ Que diabos é isso???”
A cada pergunta, Cristina se aproximava mais de mim e já estava praticamente se esfregando ao meu corpo, o que despertou minha desconfiança e me deixou apático diante dela. Como dizia o velho ditado “ Quando a esmola é demais, o santo desconfia.”
- Você quase não fala!! Você é tímido ?? Eu adoro homem tímido !!
- Sinceramente? Não sou. Mas estou de boa hoje.
- De boa? Quer que eu vá embora?
Encontrei-me na delicada situação de medir exatamente as palavras de forma a qual Cristina não fosse afugentada a ponto de ir embora e também que não fosse incitada a continuar com a esfregação até que eu pudesse averiguar quem ela era, pois o fato de não reagir a um assédio feminino estava me enlouquecendo. Não havia nem 10 minutos que eu estava no bar, eu precisava de tempo para ver com quem ela estava, se alguém mais a conhecia e etc...
Quando fui tomar da minha cerveja que lá estava esperando, o garçom havia levado o copo embora, Cristina ofereceu o seu:
- Mas e você vai beber aonde? Vou ali pegar um copo para mim!
Quando voltei Cristina não estava mais ali, aproveitei e fui até a portaria para fazer a investigação. Se tem alguém que conhece todo mundo naquele bar é Hanz, o porteiro.
- Hanz, quem é aquela morena gostosa pra *$&%¨& de blusinha branca e calça jeans?
- Aquela ali? Me perguntou apontando para Cristina.
- Essa mesmo.
- Hahahaha. Duzentão você come ela! Vai na fé!
- Como assim? É puta mesmo? Você conhece?
- Nunca vi ela aqui, mas ela entrou com um velho e mais duas meninas.
Hanz é um putanhesco, passou boa parte de sua vida nos bordeis da região, se alguém ali entendia de puta era ele. Quando olho para Cristina, ela está grudada com as outras duas amigas dançando para o velho. Isso confirmou as palavras de Hanz. Ele quis saber o porquê do meu interesse por Cristina, e eu contei sobre a situação:
- Tá esperando o que pra levar ela pro carro? Ele que sempre embaçava minhas tentativas de levar as garotas para o carro.
- Mas posso sair?
- Se você conseguir levar essa pro carro está liberado.
Influenciado pela motivação de Hanz, fui atrás de Cristina. Eu nunca recorri aos serviços de garotas de programas por que acho inaceitável a idéia de pagar para conseguir a companhia de uma mulher. Se um cara de boa aparência como eu e muitos outros por aí não consegue uma mulher é pura falta de esforço e a solução para isso é dar a cara a tapa, criar coragem e honrar o que um homem carrega no meio das pernas. Mesmo por que uma prostituta de qualidade cobra bem caro, e com esse dinheiro dá e sobra para pagar drinks, jantares, cinemas e outros atrativos para se conquistar uma garota. Mas bem, a situação não era essa, eu teria uma deliciosa mulher de graça e sem esforço nenhum, mas mesmo assim, tudo tem seu preço.
Assim que achei Cristina, a convidei para ir até o carro para lhe apresentar ao bom e velho Blues. Nunca foi tão fácil levar uma garota para o carro. Ela me disse:
- Vai na frente que eu vou logo atrás de você. Tentando disfarçar a sua ausência para o velho que a estava bancando.
Logo que saímos, perguntei a Cristina :
- Aonde você trabalha? O que você faz?
- Não interessa. É algo ilícito.
Me fazendo de desentendido perguntei:
- Você é traficante? Assaltante?
-Não. Na verdade eu não trabalho.
Qualquer dúvida restante de sua ocupação foi esclarecida nesse momento.
Entrando no carro, levei-a direto para o banco de trás. Ela procurava desesperadamente por uma bala. Enquanto eu procurava o cd com Blues , ela revirou os meus bolsos e todos os vãos do carro em questão de segundos, inclusive achou 5 reais eu nem sabia que existia. Sem bala, ela se aproximou. Foi então com os vidros fechados, que meu nariz resfriado detectou um tremendo bafo exalando de sua boca. Entendi o porquê da bala. Foi então que parei para pensar. Cristina estava ali não como prostituta, mas como uma mulher qualquer, e teria que tratá-la como tal, começando pelo beijo. Em outras situações eu teria encarado o bafo, como já foi relatado aqui. Mas vindo de Cristina, pensei o que já não teria passado por sua boca, e que “impurezas” estariam ali acumuladas. Não seriam coisas que uma simples escovação dental resolveria. Talvez eu estivesse perdendo a melhor trepada da minha vida, pois uma profissional, que domina bem o assunto, trabalhando por prazer faria o serviço com muito mais empenho que de costume.
Enquanto eu arquitetava uma solução, Cristina percebeu minha hesitação e disse que teria que voltar para o bar pois não poderia ficar ali por muito tempo, tentei convencê-la a ficar, ela me fez anotar seu telefone, abriu a porta do carro e saiu. Voltamos para o bar, um de cada vez.
Hanz me cumprimentou e quis saber sobre o que acontecera no carro. Tentei manter minha reputação:
- Ela correu. Comecei a passar a mão nela, mas ela correu.
- Mas você beijou né?
- Não, não encarei o bafo.
- Ai é foda mesmo.
Eis que algo de inusitado acontece. Existe um senhor de meia idade que é freqüentador do bar, este senhor se faz de boa praça, mas ninguém o suporta, toda vez ele está em cima de alguma moça e desta vez a garçonete foi vítima de sua embriaguez.
Ela veio até a portaria indignada e começou a se queixar:
- Hanz, ele me beijou. Que nojo! Mostrando que o senhor acertara o canto de sua boca.
Continuando as queixas:
- Credo. Eu passei álcool , até vomitei, mas parece que não sai sensação que ele deixou.
Foi então que eu me convenci de ter agido corretamente, se eu fosse um cara asqueroso como esse maluco chato, teria de recorrer às mulheres da vida. Mas como não é o meu caso, posso me dar ao luxo de exigir coisa melhor, por mais gata que a garota de programa for, mesmo de graça, eu consigo mais. Em outra ocasião vocês teriam me visto dançando com prostitutas, no meio de um sanduíche , onde eu era o hambúrguer e elas o pão, é divertido zoar com elas, mas as coisas param por aí.
Quando sai do bar para ir embora, o flanelinha veio me falar:
- Rapaz, que avião era aquele que você levou pro carro?
- Era puta, não rolou nada, ia ter que beijá-lá.
- É , beijar puta não dá. Ele ainda tirou uma da minha cara:
- Beijar uma mulher dessas é beijar 10 quilômetros de pica por tabela.
A culpa é dela!


28 de Abril de 2009

Florinda, a Fantástica




Florinda não era Dona. Não usava bobs, nem avental, nem esbofeteava trambiqueiros atrapalhados (pra minha sorte). Florinda era antes, nas palavras de meu avô, um portento da natureza. Nem tanto por seu belo semblante, mas pela leveza de seu espírito, quase tão esguio quanto suas coxas níveas e sua espalda resplandecente.

Aos mais afoitos, já desfecho: não peguei. Mas seu eu quis, ah... sempre. E é sobre isso que estas linhas são, sobre fascinação, sobre desejo, sobre como a leveza pode ser brutalmente intensa, sobre como uma mulher pode ser incrivelmente sedutora por suas idéias e sua postura, sem necessariamente atrelá-las à velha (e boa) luxúria.

O ano era 2003. Casanova, um perfeito vagabundo acadêmico, deixava o colegial com mais alegrias que desejara e menos conhecimento que deveria, desembocando num cursinho junto ao comparsa Ulisses e outros aventureiros da famigerada Odisséia Pré-vestibulariana. Ora, num cursinho se conhece gente de todo tipo, todos socados em salas atulhadas de gente, de fórmula e de culpa por não ter estudado direito nos anos passados. Mas é nesse ambiente de pressão que muitas personalidades rompem aquela casquinha e muita gente boa de verdade aparece. E foi numa dessas tardes de estudo que Florinda desabrochou na minha rotina massacrante de química orgânica. Era uma jovem branquíssima, de cabelos pretos e corpo sem grandes diferenciais. Mas não tomem, amigos, esta descrição como verdade absoluta. O caso é que não se prestava muita atenção ao seu corpo pois seus olhos pretos dominavam qualquer tentativa de desvio de atenção. Eram intensos, brilhantes, grandes e expressivos, suavizados apenas por um sorriso tranqüilo e recorrente, pendurado naqueles lábios delicados de carmin. Não lembro bem como começamos a conversar, só sei que em poucos minutos já éramos João e Maria, vizinhos e cúmplices desde os 4 anos de idade.

Nas tardes seguintes Florinda ajudava Casanova com química ( e física, trigonometria, biologia...) e recebia como paga perguntas provocadora acerca dos seus pensamentos. Era justo. Ela me fazia raciocinar e eu a fazia sentir. E a simbiose era perfeita, porque nunca conheci mulher mais interessante que Florinda. Ainda agora malogro minha parca capacidade de descrevê-la, mas sigo. Florinda via o mundo com olhos de Florinda, tesos por conhecimento, questionadores e ao mesmo tempo cândidos. Era um saber por saber, era uma simplicidade de criança. Acho que no fim era isso: Florinda levava ainda na alma o mesmo ponto de interrogação renitente nas crianças. De tudo queria saber, a tudo queria explicar, por tudo queria se apaixonar. Era um espetáculo vê-la articulando pensamentos, tendo idéias, confabulando com o mundo. Florinda era fantástica.
Uma tarde empapada de suor e neurônios gastos com a sempre inexata matemática, a pequena deu a suas corriqueiras elucidações sobre a vida um tom diferente. Ela me disse que se pudesse beijaria todo mundo, só pra saber como é. Eu, burro, empaquei. E não são estas páginas todas, desde o Princípio, um confessionário? Pois confesso, travei covardemente. Florinda, a fabulosa, dava-me a deixa e eu ali ficava empertigado olhando pra sua cara, como um gárgula idiota com cérebro de pedra.

Pouco tempo depois passei no vestibular e como Florinda era alternativa demais pra responder emails, perdeu-se o contato. Mas fica a homenagem a esta fantástica mulher e o conselho aos que lêem: não vos acovardeis ante personalidades fantásticas, pois que se não o remorso vem à cavalo.

Mulher de espírito forte, de alma liberta, que despeja o todo seu charme bruto em cima de um pobre ex-colegial. Como não querbrar? A culpa é dela!

26 de Fevereiro de 2009

A Física do Amor

Muito se fala sobre a química do amor e blá blá blá, pois eu afirmo, quem domina a sedução é a física , Newton já dizia há 400 anos atrás:

Lei I-Inércia -Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças imprimidas sobre ele.

Ou seja , se a garota está ali parada, ela não vai vir falar com você , ela vai continuar lá até que você (ou outro cara) crie coragem e vá puxar papo.

Lei II- Quantidade de Movimento - A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida, e é produzida na direção da linha reta na qual aquela força é imprimida.

Troque movimento por atitude e força motora por empenho e você descobre a 2ª Lei de Newton para a sedução. Seu sucesso na conquista depende do seu talento e empenho no tratar com as mulheres. Se a menina estiver andando , ela vai continuar andando a não ser que você chame a atenção e o interesse dela. Se ela estiver sentada ou parada, vale a mesma coisa.

Lei III – Ação e Reação - A toda ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas.

Para cada ação, uma reação. A lei mais complexa, o importante dela é saber gerar reações, um olhar vai chamar a atenção de outro, uma boa conversa vai gerar interesse pelas suas palavras, uma brincadeira na vai quebrar o gelo e etc. Cabe saber qual ação executar para obter-se a reação desejada.

E a química? Não vale de nada? Vale, mas só depois da física ter sido aplicada, a química vai dizer se duas pessoas combinam ou não, se um beijo combina com o outro, se um gênio bate com o do outro e todos os outros atributos de um relacionamento já firmado.

13 de Fevereiro de 2009

Ninguém é de Ninguém


Sábado á noite, antes de irmos para o bar de sempre, eu e meu amigo Terere paramos na padaria ali perto para tomar algumas cervejas, pois lá, a magnífica loira é alguns contos mais barata. Sentados ali bebendo, na mesa ao lado havia duas meninas, uma loira gordinha virada de costas para mim e a outra morena magra de frente para mim. Terere pergunta:
- Pegava a morena?
- Pegava fácil !!
- Ela está olhando pra cá.
Acontece que a padoca nunca foi lugar de pegar mulher, mesmo por que nunca é bem freqüentada. Fiquei apenas olhando as duas, até que dois pagodeiros se sentam junto delas, pensei que estivessem juntos.
Descemos então para o bar, já esperava que nesta noite o movimento não seria bom, já que estava acontecendo a maior micareta da cidade neste fim de semana, e o rock´n roll haveria de me contentar nesta noite. E assim se fez, chegando lá por volta das 23 horas o bar estava meio vazio, mas até a meia-noite, hora que a banda começa a tocar, o local estava com seu movimento de sempre. Inclusive as duas da padaria estavam por lá.
Já que a noite não prometia nenhum sucesso com as mulheres, já me preparava para encher a cara, pois não precisaria estar nem um pouco sóbrio a ponto de conseguir falar ou pensar logicamente. Quando eu ia ao bar para pegar uma garrafa da nobre verdinha, dou de cara com a morena, ela parou e ficou olhando para a minha cara, e eu para a dela:
- Oi?
- Oi!
- Você que estava lá na padaria?
- Sim , era eu.
- Sabia que você era do rock, por que vocês dois não foram falar com a gente? Apareceram uns pagodeiros lá e eles estão até agora no nosso pé.
Fiquei sem palavras, a menina reclamava da minha falta de assistência, quando na maioria das vezes elas reclamam da minha incansável insistência.
- Qual seu nome?
- Ludiceia e o seu?
- Don Juan, prazer.
Eis que o pagodeiro percebeu que iria perder a garota e veio tirar satisfações comigo, ele colocou o braço sobre meus ombros e disse:
- Então maluco, as minas tão com a gente!
- Pô, velho , foi mal.
Me livrei da encrenca , passei ao lado de Ludiceia e disse:
- Me segue!
Fui até o muro dos fundos , grudei-a na parede e tasquei-lhe um beijo. Um beijo rápido, para que os pagodeiros não vissem, apenas para abrir o placar da noite.
Deixei Ludiceia e fui a procura de outras vítimas. Algum tempo depois Ludiceia vem em minha direção, me agarra bem no meio do bar e me beija loucamente. Fiquei até atordoado.
- Cadê os caras que você estava?
- Foram embora.
Com aquele beijo escandaloso, acabaram-se minhas chances com a outra garota que eu já tinha começado a flertar, restava então aproveitar o máximo de Ludiceia. Só que Ludiceia era tão caçadora quanto eu. Após algumas sessões de beijos ela fala:
- Espera aí que vou ali falar com aquela mina.
- Que mina?
- Aquela loira alta.
Acontece que a loira alta parecia um traveco.
- Aquilo não é mulher não. Eu disse, com a certeza de que a gigante de ombros largos era mais do que mulher.
- Você está louco? Vou lá falar com ela. Por que você não fica com a minha amiga?
A amiga de Ludiceia não era bonita, mas também não era de se jogar fora, fiquei lá conversando com ela. Dali a pouco Ludiceia volta:
- Vocês ainda não beijaram??? Beija ele amiga, ele beija bem.
Foi aí que tomei coragem e agarrei a gordinha, dei-lhe um beijo apenas para somar o placar, pois não ficaria ali agarrado com ela queimando meu filme:
- Quero beijar as duas agora !!
Ludiceia se animou com a idéia, mas respondeu:
- Ela é hetero, não vai topar não. E não topou mesmo.
Peguei o telefone de Ludiceia:
- Eu tenho uma amiga bi também , por que a gente não marca um dia de sair?
- Demorou, me liga.
Já estava na hora da van que leva os clientes do bar ir embora e eu iria com ela. Fui então para casa.
Agora é só esperar meu carro voltar do conserto para marcar um ménage com Ludiceia.
A culpa é dela!


8 de Fevereiro de 2009

Solange, A Lésbica


Quinta-Feira à noite, sem carro ainda, tive que ir de moto-táxi para o bar, andar de moto-táxi é sempre uma aventura, os pilotos descem o cacete e você se agarra no suporte com toda a força possível , pois, a sua vida depende disso.
Desta vez nenhum amigo me acompanhou, tive que ir sozinho mas chegando no bar rapidamente encontrei amizades que por lá eu fiz.
A principio fiquei junto de um grupo de garotas a qual a única que eu conhecia era uma cantora que há tempos eu paquero, mas com ela rola mais amizade do que qualquer outra coisa, não me precipitei, fiquei por lá tomando cerveja com elas. Eis que todas resolvem ir ao banheiro e restam apenas eu e mais uma que eu não conhecia na mesa, era razoavelmente bonita, resolvi então puxar assunto com ela para ver se dali saia alguma coisa, mas não saiu.
Fui dar uma volta pelo bar, encontrei duas amigas , uma loira linda e a outra morena quase tão bela quanto, a loira já estava acompanhada de um cara muito estranho, fiquei então conversando com a morena, a conversa ia, mas não rolava nenhuma oportunidade para que lançasse meus flertes sobre ela.
Fiquei então a rodar pelo bar, empunhando uma garrafa de Heineken, até que avisto uma garota um tanto quanto incomum. Cabelo curto ( mas com corte de mulher e não de homem) e um pedaço de tatuagem vazando pelo decote de sua blusa. Tatuagem é um ótimo pretexto para uma aproximação, todos que fazer tem orgulho delas, e querem mostrar para todo mundo o desenho em seus corpos ( salvo algumas exceções de tatuagens em lugares onde o sol não bate).
Fui lá então e perguntei :
- O que você tem tatuado aí?
Ela puxou a blusa e me mostrou duas andorinhas carregando uma cereja cada, a tatuagem era no peito, acima dos seios e disse:
- Uma andorinha só não faz verão
- Qual seu nome?
- Solange
Solange tinha um rostinho de boneca, boca e nariz bem feitos e bochechas rosadas, além de um corpo excepcional, seios e bumbum fartos e empinadinhos, exatamente como eu gosto.
E pela primeira vez na noite uma garota me olha com outros olhos, poderia até citar um verso do Barão Vermelho : ” Os olhos gulosos, de quem quer me despir...”. Quando ia então puxar papo para conhecê-la melhor, Solange já se desvia:
- Olha, eu estava te olhando, você é muito bonito, mas eu sou lésbica, tenho até namorada.
A situação então mudou completamente, minhas chances caíram drasticamente, além de seduzi-la, teria ainda que convencê-la a ir contra sua sexualidade e ainda trair sua namorada. Tarefa digna para James Bond, mas no caso teria de ser Don Juan, o herói dos romances a aceitar tão delicada missão.
Tudo bem, o primeiro e mais importante passo eu já tinha dado, ela gostou de mim, gostou tanto que já estava até querendo fugir para evitar complicações. Comecei então a persuadi-la a me beijar, menosprezando a importância de um beijo com frases do tipo “ Beijo eu dou até na minha mãe”.
Eis que surge outro obstáculo:
- Eu não posso te beijar aqui, tem um amigo meu que é apaixonado por mim. O que eu vou falar se ele ver nós dois nos beijando.
No fundo do bar tem duas paredes, uma com o desenho do Bob Marley, a outra com o do Che Guevara , é lá onde os casais se encostam para se atracar, conhecido como o muro das pegações, por ser o lugar menos visível do bar.
Tomei Solange pela mão e disse:
- Vem comigo!
- Ir aonde? Não ! Ela hesitou!
Puxei seu braço com força então, até que ela cedeu. A principio minha idéia era levá-la para fora do bar, para ter total privacidade contra os olhos que a intimidavam, mas o porteiro não deixou:
- Agora não dá para vocês saírem, o dono do bar está olhando para cá.
Só sairia depois de pagar a comanda, muito ousado para o momento, puxei-a então para conhecer o Bob.
Enquanto Solange tentava fazer-me mudar de idéia com desculpinhas , tomei-a em meus braços e a beijei. Eis que descubro um piercing em sua língua. Alguns minutos depois, quando o fôlego acabou, perguntei:
- Gostou?
- Sim
- Não é tão ruim assim ficar com homem?
- Não, você beija bem.
Após a sessão de beijos , as coisas desandaram. O tal amigo de Solange viu tudo e foi tirar satisfação com ela, depois, os amigos dela começaram a zombá-la por ter ficado com um menino. Foi então que Solange entrou em crise de identidade, pois ela gostara de algo que não era de seu feitio.
Depois disso , Solange não quis mais ficar comigo, deixei-a refletindo sobre a novidade daquela noite e fui embora para casa com a van que o bar oferece.
No dia seguinte liguei para o número que ela me deu, ninguém atendeu, algum tempo depois toca o telefone, era Solange ligando de volta, conversamos um pouco, perguntei como ela estava e ela disse que ficou mal depois daquilo tudo, sugeri um novo encontro, mas ela disse que não iria mudar sua sexualidade, mesmo tendo gostado do beijo, o outro telefone de Solange começou a tocar, era sua namorada e então ela se despediu e desligou.
A culpa é dela!

4 de Fevereiro de 2009

Don Juan Acidentado


Quarta-Feira à noite, no bar de sempre estamos eu e meu amigo Terere, a banda era razoável, porem só tocava músicas que todos já estão cansados ouvir, o que a tornava um pé no saco, um repertório de clichês.
Estava também lá Vanusa, uma amizade que fiz no bar, por ela também ser alta freqüentadora do local, Vanusa não era bonita mas tinha um corpo bem definido, porém era uma ótima amiga, o que quer dizer que sempre andava acompanhada de garotas lindas. Uma coisa que aprendi com o tempo foi cultivar amizades femininas, às vezes uma amiga pode ser a fonte de muitas outras garotas mais interessantes, então cuide da fonte e poderá beber da água.
A banda estava muito chata , ficamos algum tempo por lá até que decidi ir embora, chamei o Terere e ofereci uma carona à Vanusa. Terere mora longe pra cacete e Vanusa reside perto de onde Judas perdeu as botas , ali na esquina onde o vento faz a curva. Não tinha interesse em Vanusa, mas após deixar Terere em sua casa ficaria a sós no carro com ela e então só Deus sabe o que um homem e uma mulher sozinhos podem fazer.
Saímos do bar e tomei o caminho da casa de Terere, como era de madrugada, os semáforos da cidade estavam piscando em alerta, e eu como não tenho medo do perigo sempre passo batido por todos eles, até que em um cruzamento a minha sorte acabou, outro louco que vinha na rua também não parou no sinal e aí o choque foi inevitável apesar de eu afundar o pé no freio para tentar não bater.
Após a colisão, fomos ver os estragos. A frente de meu carro tinha sido destruída, pára-choque , faróis , capô e dentro dele o radiador também já era, no Palio o infeliz apenas teve uma porta destruída.
Fui conversar com o infeliz , bom , os dois estavam errados e sugeri que cada um pagasse os seus danos. Eis que então eu ouço uma voz feminina vindo de dentro do Palio:
- Aiiii , não consigo me mexer.
Putz , se teve vitima aí vai dar rolo, lembrando que eu tinha tomado uma cervejinha do bar e se aparecesse a policia com o bafômetro eu estaria encrencado de vez. Mas de repente a voz feminina põe o pé para fora do carro pelo lado do motorista e sai do carro. Ao a vermos , notamos que a moça não era tão moça assim , ao sair do carro ela ( ou ele ) disse com aquela voz de Pato Donald:
- Aiiiii, estou toda dolorida.
Terere não perdeu a chance e perguntou ao motorista :
- Sua namorada machucou?
O cara indignou-se com a pergunta e respondeu:
- Não é minha namorada não, apenas estava dando carona para esta desgraça.
( Seiiiiiiii , dando carona para um traveco as 2 da madrugada)
Mas sem muita delongas , o travequinho se mandou e deixou o mané com cara de tonto lá do lado do carro. Ele queria chamar a polícia, mas eu o avisei que em acidentes sem vitima a polícia não vem.
Não fiquei dando bobeira por lá não, ofereci meu telefone para o cara mas ele não quis anotar, então peguei o carro que por sorte ainda andava e me mandei. Deixei Vanusa em um ponto de moto-táxi ali perto e vim para casa onde Terere chamou uma moto para ele.


18 de Janeiro de 2009

Heloísa, A Decepção


Tudo começou a cerca de um anos atrás, quando eu vasculhava o orkut obsessivamente por mulheres, procurava nas comunidades cabíveis , como a do bar que freqüento, as dos outros bares de minha cidade e etc...
Em cada rosto bonito eu deixava um recado parar conhecer de fato a menina, não foram muitas que davam bola, mas pelo menos algumas eu tornei-as minhas “amigas”. Eis então que conheço Heloísa , uma bela morena clara de olhos azuis que cedeu a minha paquera cibernética. Mas Heloísa morava longe, nascera aqui mas logo criança se mudou para Minas Gerais, por isso estava nas comunidades em que procurava, mas não estava por perto. De qualquer forma, adicionei-a no MSN e fui conversando com a garota “despretensiosamente”, nunca chegamos a um papo cabeça , mesmo por que o tempo que ela ficava online era insuficiente para tal.
O tempo passa, alguns meses depois fico sabendo que Helóisa passou em um dos mais concorridos vestibulares para medicina no país. Isto realmente chamou minha atenção. Continuamos com a conversa de elevador, até que um dia pergunto o que sempre a perguntava:
- Quando vem para cá?
- Estou indo amanhã . Ela respondeu.
Rapidamente já anotei seu telefone para que pudesse encontrá-la assim que ela ancorasse em minha terra e logo assim que ela chegou combinamos de nos conhecer. Foi em uma praça perto da casa onde ela estava hospedada. Borboletas em meu estômago, finalmente iria conhecer a menina que eu há tanto tempo eu cortejava. Quando desci do carro e a fitei pessoalmente meu queixo caiu, era mais linda ainda que na foto, a menina magra do álbum do orkut adquirira notáveis curvas, com direito até a uma barriguinha.
Lembram nos desenhos animados , quando o Pica-Pau avista uma bonitona e seu coração salta para fora do peito e ele começa a uivar. Bem, foi essa a sensação que eu tive. Conversamos por alguns minutos, logo ela disse que haveria de partir mas que em breve nos encontraríamos de novo. Convidei-a então para ir ao bar que sempre freqüento e no domingo lá estava ela, linda com um vestidinho verde, seus olhos até mudaram de cor para combinar com sua vestimenta. Ao vê-la , Heloísa me recebeu incrivelmente bem e me convidou para me juntar à mesa onde estavam seus primos. Foi então que pude realmente conversar com ela, além de linda, inteligente e gostar de rock, a garota era super simpática e agradável, com aquele sotaque de mineirinha, falando devagar, o que acrescentava ainda mais charme a sua pessoa. Ou seja, Heloísa era simplesmente perfeita.
Assim que a banda começou a tocar , puxei-a para dançar e abraçados, sem muita delongas nos beijamos. Seus lábios eram grandes e carnudos, um beijo gostoso com um único porém, Heloísa tinha um bafo de onça que custou-me muitos Halls para disfarçar. Mas perante uma garota com tantos talentos, não seria um bafinho que me afastaria, beijei-a incansavelmente naquela noite, o bafo misturado a cerveja e ao cigarro logo tornou-se desprezível e então, cedo na noite, Heloísa foi embora, pedindo-me para ligar-lhe no dia seguinte.
E foi então que amaldiçoei a TIM para o fogo do inferno, o celular de Heloísa simplesmente não funcionava mais, e não conseguia mais falar com ela. Liguei incansavelmente por inúmeras vezes, mas a ligação nunca se completava.
Eis que por sorte do destino, eu tinha o MSN de uma das amigas de Heloísa, uma que era modelo e vocês devem imaginar o motivo pelo o qual a tinha em minha lista. Foi então que descobri que naquela noite de quinta-feira, Heloísa iria com os primos a um barzinho da cidade. Passei então na casa de meu amigo Terere para que ele me acompanhasse e fomos ao barzinho. Por lá ficamos por 2 horas quando realizei que Heloísa não viria mais. Fomos então para o bar de sempre, pouco depois que chego lá recebo uma mensagem via celular de Heloísa: “ Minha prima te viu no bar , mas eu passei mal e não pude ir”. Um detalhe que ainda não contei, Heloísa vinha sofrendo de ataques de asma desde que chegara em minha cidade, seria o calor, ou a baixa umidade, ou sei lá o que estava lhe fazendo mal. No dia seguinte recebo uma mensagem no orkut dizendo que pretendia ir ao bar de sempre, mas naquela noite ela não compareceu.
Chega o sábado e aonde estará Heloísa ? Eu e Terere fomos ao bar de sempre , estava vazio, imaginei então que ela pretendia ir a uma famosa casa noturna em outra cidade, já estava a caminho de lá quando lembrei que tinha o telefone da amiga de Heloísa, passei em casa para pegar o número e então descobri que ela provavelmente iria a uma festa em um clube da cidade, sim, o mesmo que conheci Jussara.
Paramos na frente do clube, só entrava adolescentes e adultos de mais idade, Terere não quis entrar e me fez levar-lhe ao bar de sempre. No carro, ele tentava me convencer a acompanhá-lo, mas lhe disse:
- Vou até o inferno atrás dessa menina. E minhas palavras se tornariam realidade.
Voltei ao clube e entrei, foi quando fiquei sabendo que haveriam dois eventos naquela noite. Uma boate para os jovens adolescentes, e um DJ tocando músicas antigas dançantes para os mais velhos. Logo imaginei que Heloísa por sua cabeça estaria no ambiente dos mais velhos. Erro meu, vasculhei o recinto e não a encontrei , fui achá-la na boate dos infantes, um verdadeiro inferno, adolescentes suados se esfregando e dançando um funk do mais carioca possível, quando eu já vasculhara também o recinto todo , na saída , por sorte , encontrei-a atrás de um biombo:
- E aí está você ! Passei a semana inteira tentando te encontrar.
Mas a reação de Heloísa não foi a mesma que as anteriores, ela não parecia nada feliz em me ver. Um clima chato então se criou, eu tentava me aproximar mas ela se afastava, foi então que ela me disse que havia um ex-namorado dela por lá e que nesta noite ela não ficaria comigo. Mas não desisti, fiquei ao seu lado esperando que ela mudasse de idéia, o que não aconteceu. Ainda por cima tive a decepção de vê-lá quebrando ao ritmo de Mc Creu e Mulher Samambaia, não esperava ver esta cena, esperava que ela fosse mais madura, e que inclusive não se intimidasse com a presença de um ex.
Fiquei ali enquanto agüentei, nisso, Heloísa bronqueou comigo e com a amiga, ela disse que eu não deveria estar ali , que naquela noite saiu para curtir com suas primas e só. Mas prometeu-me ligar no dia seguinte. Voltei então ao salão dos mais velhos, onde tive o desprazer de ser xavecado por uma velha e ver garotas de 50 requebrando como meninas de 15.
Tomei umas cervejas e voltei para casa, e fiquei a espera da tal ligação, que nunca aconteceu.

A culpa é dela!
E da porra da TIM !



( Não é ela a garota da foto, mas é muito parecida)