
Passei pegar o Holandês no shopping e depois Terere que estava num boteco e fomos para a balada de sempre, desta vez Don Juanito nos acompanhou. Chegando lá, cadê todo mundo? O bar estava vazio, apenas meia dúzia de gatos pingados lá estavam. Mas aonde estavam as mulheres com as quais ansiosamente esperávamos dançar? Naquela noite tocaria a Ivete Sangalo na cidade vizinha, e no dia anterior no mesmo bar havia recebido o Elvis Cover, com estilo semelhante ao da banda do dia, tais fatores acabaram com todo o público feminino que geralmente freqüenta o bar. O bar ao lado também estava vazio, fomos então ao bar mais próximo que geralmente é bem freqüentado: Vazio também. Rodamos a cidade inteira a procura de aglomeração, o único lugar que achamos era um pub recentemente aberto que tinha tanta gente que a fila de espera era de 2 horas, fora de cogitação. A essa altura do campeonato, desanimados, cada um queria fazer uma coisa: jogar banco imobiliário, jogar sinuca, encher a cara no boteco mais barato, etc...
Acabamos no bar de sempre, teríamos de nos contenta em ouvir as músicas sentados. Pois bem, lembram de Rosália? Ela estava lá, linda como sempre, acompanhada de Ludmila como sempre. Por incrível que pareça, as duas brigaram por minha causa e depois disso, Rosália nunca mais me deu nenhuma brecha para qualquer aproximação mais íntima. Mas bem, Rosália não é apenas um par de coxas e outro de peitos, ela é uma garota muito dócil e simpática, de fácil trato. Dancei um pouco com ela e depois ficamos na mesa onde os outros muleques estavam.
Ao cruzar a pista para ir ao banheiro, encontro com Tunia, a louca que descrevi rapidamente na história do amarelamento. Pelo seu semblante, estava claro que ela queria me matar, mas não era de se esperar menos depois da impiedosa e inexplicável bota que dei na garota. Mesmo assim fui lá falar com ela:
- Tunia ! Há quanto tempo? Com o sorriso mais sarcástico no rosto.
Ela fez uma cara de desprezo e estendeu a mão para que eu a cumprimentasse com um aperto.
Continuando com a cafajestagem:
- Nossa, você está brava comigo?
- Imagina, depois de você sumir sem me dar sequer uma explicação o que você esperava?
- Então, aconteceram umas coisas aí....
- O que aconteceu? Por onde você andou?
Desferi as primeiras mentiras que passaram por minha cabeça, mas ela não engoliu:
- Você acha que me engana? Vai passear !
Mudei rapidamente de assunto, transferindo-o de mim para ela e então Tunia começou a falar e falar o que aconteceu em sua vida enquanto eu estava ausente. Eu ouvia tudo, fingindo estar interessadíssimo.
Era óbvio que Tunia estava indignada comigo, mas também não havia me esquecido, seu nome freqüentemente aparecia entre os visitantes recentes de meu Orkut. Ao me ver falando com Tunia, Terere e Holandês já começaram com as gracinhas. Fiquei meia hora ao lado de Tunia, lançando olhares sacanas e ela já não estava mais ressentida, enquanto ela se aproximava para dançar junto a mim, seu bafo ofendia minhas narinas a palmos de distância, geralmente ela se perfumava quando saiamos, mas aparentemente neste dia acabou a pasta de dente.
Não sei o que se passava em minha cabeça, aliás, sei sim : Eu ansiava por sexo desesperadamente e com Tunia seria diversão garantida. Pensando com a cabeça de baixo ofereci carona, ela aceitou, e ao acabar o show fomos para o carro. Abri a porta de trás para que ela entrasse e já fui para cima dela, tive que ouvir algumas até que se esgotassem todas as suas reclamações a meu respeito. Foi então que paguei todos os meus pecados pelo hálito de fumante. O bafo de Tunia era tietônico, não teve Halls que disfarçasse. Eu a beijava com a língua escondida dentro da boca para não sentir o gosto do esgoto.
Saquei logo a arma, pois Graças ao Senhor, Deus não dotou nossos órgãos sexuais de sentidos olfativos ou degustativos. Tunia me agradava e logo em seguida parava para fazer um charme, assim eu tinha que falar alguma coisa que a incentivasse a continuar. Foi assim até que eu decidi tirar sua calça para ir aos finalmentes. Péssima idéia! Enquanto sua boca estava em estado de emergência, tirar sua calcinha decretou calamidade pública e eu não poderia abrir os vidros do carros, pois eram eles embaçados que estavam a nos privar dos olhares externos.
Tubia subiu em meu colo e fez o que faz de melhor. Enquanto eu estava lá no bem bom, estoura uma bombinha ao lado do carro, como em Junho fogos são comuns não me importei e indiquei a ela que continuasse. Na hora que estava quase saciando meu desejo repreendido, ouve-se gargalhadas ao lado do carro. Imediatamente Tunia acaba com a diversão e começa a se vestir, eu abotouo a calça e saio lá fora para investigar.
Lá estavam Terere, Holandês e Don Juanito mais o flanelinha se matando de rir. Xinguei a mãe, a avó e o cachorro, mas não agüentei e também comecei a rir da situação, de como eles contavam como o carro estava a balançar. Tunia saiu furiosa de dentro do carro e xingou todo mundo de novo. Levei todos embora e voltei para casa, tendo que acabar o serviço sozinho.
A culpa é dela!









